Publicado em 10/06/2020 às 12h43

Cidades

Família de refém morto em ação da PM em Senador Canedo será indenizada em R$ 600 mil

Conforme determinação da Justiça, a família de Tiago Ribeiro Messias, de 31 anos, morto em ação da PM em Senador...

Conforme determinação da Justiça, a família de Tiago Ribeiro Messias, de 31 anos, morto em ação da PM em Senador Canedo, deve ser indenizada em R$ 600 mil.

O Estado de Goiás foi condenado a pagar a indenização por danos morais e deve pagar o valor referente, que será dividido entre a esposa, Rowena Messias, e os três filhos do casal.

Além disso, o Estado ainda deve arcar uma pensão alimentícia de R$ 2.200 reais por mês, divido também entre a esposa e os filhos. O valor deve ser pago até a data que a vítima completaria 76 anos e os filhos tenham 25 anos.

Um dos argumentos usados no processo foi de que Tiago era o provedor da família, pois na época do crime, o casal e os filhos se mudaram para uma fazenda onde a esposa cuidaria da casa e dos filhos, já Tiago seria o responsável pela propriedade rural, que seria a fonte de renda.

O Estado ainda pode recorrer da decisão e a Procuradoria ainda não foi notificada da decisão, mas deve se pronunciar nos autos.

Relembre o caso refém morto em ação da PM em Senador Canedo

Tiago Messias Ribeiro, de 31 anos, morreu no dia 25 de novembro de 2017 após uma abordagem policial. Ele foi feito refém por um menor durante um assalto em uma chácara onde morava com a esposa e os filhos.

Na ocasião, ele foi obrigado a entrar no carro e dirigir para o assaltante, que ficou no banco do passageiro. Quando eles saíram da fazenda, a esposa acionou a polícia e informou o caso, inclusive, que o marido teria sido obrigado a dirigir.

Quando estavam no Centro de Senador Canedo, os policiais interceptaram o carro em um cruzamento e começaram a atirar contra o veículo. Os dois ocupantes foram mortos. Imagens de câmeras de segurança mostraram que os policiais simularam uma troca de tiros, atirando por dentro do para-brisas do carro em que Tiago estava.

O Ministério Público entendeu que os militares alteraram a cena do crime e ofereceu denúncia contra dois policiais por homicídio qualificado. Os dois continuam presos no presídio da Polícia Militar no Setor Marista, em Goiânia.