Publicado em 28/04/2018 às 19h22

Cidades

”A Sanesc é patrimônio de Senador Canedo”

O presidente da Agência de Saneamento de Senador Canedo, Daniel Domingues, nega que a empresa será privatizada. Em entrevista exclusiva...

O presidente da Agência de Saneamento de Senador Canedo, Daniel Domingues, nega que a empresa será privatizada. Em entrevista exclusiva ao Jornal Expresso, ele rebate falsas denúncias de terceirização e fala dos projetos futuros de crescimento que agregará municípios da região metropolitana.

Jornal Expresso – Há uma polêmica nas redes sociais sobre uma possível venda da Sanesc, que tem mobilizado a população de Senador Canedo. A empresa será privatizada?

Daniel Domingues – A Sanesc não será privatizada. Ela é patrimônio de Senador Canedo. Em respeito aos cidadãos canedenses, queremos deixar claro para a população de Senador Canedo que essa informação polêmica e falsa surgiu do servidor Marcelo Roberto, este senhor está sendo investigado, uma ação penal, pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Dentre outros motivos, a acusação é de que seria funcionário fantasma, já que, além de servidor da Sanesc, tinha ao mesmo tempo, um emprego no Governo do Estado de Goiás.

Jornal Expresso – Mas nas redes sociais, o servidor Marcelo Roberto diz que dito procurou autoridades para denunciar possíveis irregularidades na Sanesc. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Daniel Domingues – Ele novamente falta com a verdade. No dia 27 de abril, ele foi intimado pela polícia civil a comparecer na delegacia para explicar sua afirmação de que “uma quadrilha veio de Goiânia para saquear Senador Canedo“. Esse crime de difamação, previsto em lei, foi objeto de boletim de ocorrência, apresentado por mim em seu desfavor. Em seu depoimento, informou que essa frase se referia a “quadrilha junina” o que, não condiz com sua postagem, que foi apresentada em ação judicial. E ainda faltou com a verdade dizendo que “ouviu telefonema do presidente da Sanesc com terceiros, sobre venda da Sanesc”.

Jornal Expresso – Houve alguma tentativa de venda da Sanesc?

Daniel Domingues – Tal fato nunca existiu e nem existe a intenção de vender a Sanesc. Pelo contrário, a atual administração tem trabalhado para aumentar não só a receita da empresa, mas também a qualidade de produção dos serviços da companhia. Inclusive temos um projeto de unir outros municípios do entorno para um consórcio. Solicitei apuração sobre isso com autoridade policial e será objeto de uma ação de calúnia e difamação que será movida contra o senhor Marcelo Roberto.

Uma outra coisa que o senhor Marcelo Roberto disse, em depoimento, que ficou sabendo que “o presidente da Sanesc foi acusado de desvios de recursos na Saneago”. Essa ação é de 2002 e já teve julgamento favorável aos diretores da Saneago, em 2010, e não tratava de “desvio” e sim de compra de créditos tributários, que ainda estão em julgamento no STF. Essa afirmação falsa também será objeto de ação judicial.

Jornal Expresso – Essas informações falsas e denúncias sem fundamento documental por parte do Marcelo Roberto partiria do quê? Houve alguma conversa anterior entre vocês?

 Daniel Domingues – Após a inquirição policial, me mandou, via WhatsApp, várias mensagens de ameaças a servidores da autarquia, que comporão a ação judicial em seu desfavor. Eu não cedi e não cederei a chantagens. Ele solicitou benesses ilegais que foram negadas. Não lhe foi concedido adicional noturno, conforme solicitado, simplesmente porque ele trabalha de dia. Não foram abonados os pontos dos dias que faltou, por ser ilegal e injusto.  Não lhe foi concedido o cargo de chefe da guarda, por falta de aptidão e regularidade no trabalho. O local onde o Marcelo trabalha, a Sanesc, é uma autarquia e não empresa como afirma e, portanto, não está sujeita a divisão de lucros. Ele nunca procurou a direção da Sanesc para defender interesses públicos, mas, somente para pedir proveitos pessoais, que não foram atendidos, por ser inadequados ou ilegais. Portanto, repito, não submeterei à chantagens e, atos que firam a lei, honra ou dignidade de dirigentes e servidores serão, sempre, objetos de ações judiciárias reparatórias.

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