Publicado em 02/12/2015 às 16h10

Ciência

Samarco começa a pagar auxílio para famílias atingidas por ‘mar de lama’

Mais de 25 dias após o rompimento da barragem de Germano, em Mariana (MG), a mineradora Samarco, cujas donas são...

Carros e destroços de casas são vistos em meio a lama após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco no Distrito de Bento Rodrigues, no interior de Minas Gerais (Foto: Felipe Dana/AP)

Mais de 25 dias após o rompimento da barragem de Germano, em Mariana (MG), a mineradora Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, começou a pagar um auxílio a famílias atingidas pelo “mar de lama”. De acordo com a mineradora, cada núcleo familiar vai receber, mensalmente, um salário mínimo acrescido de 20% por dependente.

Muitos desabrigados e desalojadas pelo rompimento da barragem nos distritos e subdistritos de Mariana viviam da agricultura e da criação de animais. Com o “tsunami de rejeitos”, eles perderam as fontes de sustento.

De acordo com o promotor Guilherme de Sá Meneghin, o prazo máximo para o início do pagamento da remuneração básica era 3 dezembro. Esta medida faz parte de uma série de recomendações feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) no início de novembro.

Até as 20h30, a mineradora não havia informado quantas famílias já haviam recebido o auxílio, quantas receberão e qual será a forma de entrega do dinheiro.

Carros e destroços de casas são vistos em meio a lama após o rompimento de uma barragem.
Carros e destroços de casas são vistos em meio a lama após o rompimento de uma barragem.

Outro acordo
Nesta terça-feira, o presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, foi ouvido por cerca de três horas pelo MPMG, em Mariana. Após a oitiva, Meneghin propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Entre as cláusulas, segundo o promotor, estão a garantia de direitos emergenciais, como à moradia e ao auxílio financeiro, cujo valor deve ser rediscutido.

“A partir do momento em que todas as famílias estiverem com casas alugadas e recebendo uma remuneração mensal, nós vamos começar a discutir as indenizações e a reconstrução as comunidades. Nós entendemos que começar essa discussão agora é muito difícil, porque as famílias estão muito vulneráveis”, disse o promotor, explicando sobre outro ponto do TAC.

A Samarco tem até o dia 9 de dezembro para apresentar uma contraproposta e assinar o termo. Caso contrário, o MPMG ingressará com duas ações porque, de acordo com Meneghin, “há um grande risco de essas famílias não serem indenizadas” e de a “tragédia ficar esquecida no futuro”. Uma das ações seria relativa a medidas emergências e a outra, a medidas definitivas.

Vescovi disse que a mineradora vai estudar as propostar do termo e responder no menor tempo possível.

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