Publicado em 01/03/2016 às 9h38

Emprego

Marconi lamenta queda do nível de emprego

“A cada dia, 11 mil pessoas perdem o emprego no Brasil, segundo a estatística do IBGE”, lamentou o governador Marconi...

Foto: Lailson Damásio

“A cada dia, 11 mil pessoas perdem o emprego no Brasil, segundo a estatística do IBGE”, lamentou o governador Marconi Perillo, em entrevista concedida nesta segunda-feira, dia 29, ao programa Hora do Almoço, da TV Goiânia Band, apresentado pelo radialista e deputado federal Sandes Júnior.

O governador assinalou que 2015 foi um ano de enormes dificuldades, em função da crise que atinge o Brasil, para ele, sem precedentes na história e maior até mesmo do que a depressão de 1929. “Mas Goiás, felizmente, fez uma reforma administrativa que se antecipou à crise, com o corte de despesas anuais da ordem de 3,5 bilhões e redução para dez, o número de secretarias de Estado”.

Marconi observou que Goiás não é uma ilha e, apesar dos altos índices de crescimento da economia goiana registrados nos últimos anos, e que possibilitaram a multiplicação por dez do PIB goiano, de 1999 para hoje, além do crescimento das exportações em vinte vezes, o Estado sofre os efeitos da estagnação econômica. “Dois anos com recessão, significam depressão”, afirmou.

Segurança
Outro tema tratado na entrevista foi a Segurança Pública. Marconi explicou que as mudanças recentes, com a indicação do vice-governador José Eliton para o comando da pasta, visaram fortalecer a área e reorganizar os comandos da Polícia Militar, com reforço da área da inteligência e a presença ostensiva do efetivo nas ruas.

Ainda sobre a escolha do vice-governador, ele afirmou que “a presença dele na pasta é a presença do governador”. Marconi disse ainda que as forças policiais do Estado atuam dentro dos limites estabelecidos na lei, mas não darão trégua aos bandidos. “Vamos botar para valer em relação aos bandidos”, completou. Disse também que o Estado destinou, em 2015, R$ 2,7 bilhões para a Segurança Pública, 12,55% do seu Orçamento.

O governador voltou a questionar a ausência de um fundo constitucional de financiamento da Segurança Pública. Para ele, é importante que haja um “compartilhamento de responsabilidades” entre União, estados e municípios. “Infelizmente há políticos que falam em segurança pública, mas não sabem o que estão falando”, referindo-se às críticas que os governadores recebem. Também defendeu o endurecimento da legislação penal e sanções econômicas contra países que traficam drogas e armas. “O Brasil precisa fechar suas fronteiras para o crime organizado”.

Rodovias
Na entrevista, foi questionado a respeito da situação das estradas. Ele lembrou que dos 21 mil quilômetros de malha rodoviária estadual, apenas 1.100 apresentam problema de conservação. E, explica-se, segundo o governador, porque no ano passado o atual governo reconstruiu quase seis mil quilômetros de rodovias, que estavam praticamente intransitáveis, em situação “muito precária”.

Embora o Executivo tenha priorizado recursos para a Saúde, Educação e Segurança Pública, em função dos apertos financeiros da crise nacional, Marconi disse que já existem verbas orçamentárias para a reconstrução de aproximadamente dois mil quilômetros das rodovias estaduais. “Nunca deixamos de focar naquilo que deve ser feito”, enfatizou.

Marconi finalizou a entrevista afirmando que “aqueles que estão apostando no quanto pior, melhor, vão cair do cavalo”. Na visão do governador, dois programas – o Inova Goiás e o Goiás Competitivo – darão o suporte necessário para que o Estado possa enfrentar a maior crise da economia brasileira e crescer com qualidade, distribuindo renda, gerando empregos e oportunidades aos goianos.

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