Publicado em 26/08/2016 às 14h47

Política

Iris Rezende lidera em Goiânia

Candidato do PMDB tem 37% das intenções de votos, segundo Ibope. Vanderlan cresce, mas enfrenta desgaste com denúncias de corrupções contra o PSDB, que tem a vice em sua chapa

Foto: Jackson Rodrigues

Iris Rezende está em primeiro lugar, isolado, nas pesquisas de intenção de votos para a prefeitura de Goiânia. O candidato do PMDB tem 37% de votos, segundo o Ibope. Em segundo lugar está o delegado Waldir Soares.
Vanderlan Cardoso (PSB) tem 13% dos votos e agora enfrenta dificuldades em sua campanha devido a escândalo de desvio de dinheiro e corrupção promovidos na Saneago, por integrantes do PSDB. Atualmente, o PSDB, que foi oposição a Vanderlan na disputa pelo governo de Goiás, agora tem a vaga de vice na chapa do ex-prefeito de Senador Canedo.

Adriana Accorsi, do PT, é a quarta colocada na pesquisa, seguida de Francisco Júnior (PSD). Djalma Araújo (Rede) e Flávio Sofiati (PSOL) estão nas últimas colocações.

É fato que o escândalo “Decantação” da Saneago é osso duro de digerir e a lama está sendo atirada no ventilador. São poucos os que vão permanecer de roupa limpa.

A campanha sucessória municipal já está nas emissoras de rádio e tevê, além de passear pelas redes sociais da Internet. Os candidatos que entram com mensagens bonitas, cheias de promessas e músicas agradáveis não vão chamar tanta atenção quanto os programas agressivos, cheios de acusações e munições guardadas em baús de maldades. E sentindo isto tem candidato que se diz da base do governo do Estado, que está se anunciando como amante da Justiça – exigem punição a qualquer preço. É ver para crer.

 Os outros e o segundo turno
Com Iris liderando as pesquisas, seguido mais ou menos pelo delegado Waldir e pelo empresário Vanderlan, os demais candidatos são chamados de “os outros”, incluindo aí a delegada e deputada estadual Adriana Accorsi, do PT; deputado estadual Francisco Júnior, do PSD, Flávio Sofiati, do PSol, e o vereador Djalma Araújo, da Rede. Adriana e Francisco Júnior poderão dar uma reagida durante esta breve campanha, mas não é coisa assim de se esperar cheio de fé. Alguma coisa tem que cair na cabeça do eleitorado para modificar o momento político, caso contrário os dois ficarão mesmo entre “os outros”.

Ainda não dá para fazer uma avaliação pelas peças de campanha que estão sendo exibidas nas rádios e tevês. Se houver bons debates, vai facilitar a escolha do melhor candidato para governar Goiânia no ano que vem. E é isto que se espera, seja lá quem for eleito.

Se houver segundo turno e o delegado Waldir, que já mostrou total despreparo, ficar de fora, a disputa com Vanderlan Cardoso, do PSB, agora muda o cenário da disputa. Antes da operação Decantação, que investiga o envolvimento do presidente da Saneago, José Taveira, e o presidente do PSDB, Afrêni Gonçalves, homens de confiança do governador Marconi Perillo, Vanderlan aparecia como nome forte à corrida em Goiânia. Agora, terá que lidar com o desgaste da operação, que apura um esquema de corrupção de 15 anos na Saneago, liderado pelo PSDB, hoje vice na chapa, com Thiago Albernaz.

Colunistas



Últimas Notícias