Publicado em 08/09/2016 às 10h30

Saúde

5% das gestantes têm pré-eclâmpsia, a hipertensão materna

A elevação da pressão arterial da mulher, durante a gravidez, pode ser detectada e tratada antes mesmo de afetar a saúde da mulher e do bebê

Foto: Getty Images

Cerca de 5% das gestantes são afetadas pela pré-eclâmpsia, elevação da pressão arterial da mãe. Dividindo espaço com a diabetes, essa é a doença mais comum durante a gravidez. Além disso, segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão é responsável por 13,8% das mortes maternas no Brasil, sendo a principal causa de óbito durante a gravidez no país. Se não for tratada, a pré-eclâmpsia pode levar a sérias complicações para a gestante e seu bebê, por isso, a detecção da predisposição a esse problema por meio de exames laboratoriais, pode salvar vidas.

De acordo com o Dr. Jurandir Passos, ginecologista e obstetra que integra o corpo clínico do laboratório Atalaia, a pré-eclâmpsia é uma elevação da pressão arterial materna, mesmo em pacientes sem histórico algum de hipertensão, e é induzida pela gestação. “Pode evoluir para a eclampsia, quadro mais grave, com riscos para o bebê e para mãe, podendo levar à convulsão, e derrame cerebral na mulher, ou até óbito. Comumente ela pode ocorrer até 72h após o parto e raramente após. Mesmo após a normalização dos níveis pressóricos, as mulheres acometidas por esse quadro devem ter maiores cuidados, pois têm maior risco de se tornarem hipertensas crônicas ao longo da vida”, explica o médico.

Além da pressão arterial alta, a pré-eclâmpsia leva a demais sinais como dor de cabeça, alterações na urina, e presença de sintomas visuais, como pontos pretos ou brilhantes na vista. “Para evitar situações como essas, indicamos o planejamento prévio da gravidez e a avaliação clínica completa antes mesmo da gestação. Por meio de alguns exames podemos avaliar se ela tem predisposição, ou se já é hipertensa, e podemos fazer a adequação de qualquer medicação. Além disso, é importante evitar ganhar muito peso e ingerir muito sal”, reforça Dr. Passos.

Detectando a predisposição

 O obstetra informa que existem grupos de risco, com maior predisposição para o distúrbio. É o caso das mulheres com histórico familiar ou pessoal de hipertensão, pacientes obesas, com gestação múltipla, como de gêmeos por exemplo, ou em ambos os extremos de idade, as adolescentes ou mulheres com idade mais avançada. “Porém é possível determinar o risco de qualquer mulher, mesmo que não estejam dentro desses grupos, por meio do exame de Inibina A, antes mesmo de qualquer sintoma. Dessa forma, conseguimos entrar com medicamentos antes do desenvolvimento da placenta, a ponto de reverter o quadro”, enaltece.

O exame de Inibina A é realizado por meio de uma coleta de sangue simples e deve ser demandando pelo médico que esteja acompanhando a gestação da mulher. “Por isso é importante fazer um check-up antes mesmo da gravidez e fazer os exames de rotina durante o pré-natal. A mulher deve ser ainda mais rigorosa com a saúde durante toda a gestação, para o bem dela e do bebê”, conclui Dr. Jurandir Passos.

Colunistas



Últimas Notícias